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O
brasão consta de três símbolos
básicos: Harpa, Águia e Flor de Lis.
A
harpa
é o símbolo musical por
excelência pela suavidade e pela antiguidade já mencionada
na Bíblia como o
instrumento com o qual o Rei Davi louvava a Deus cantando salmos.
Tocava para o
Rei Saul conforme está escrito: “E sempre que o
espírito mau de Deus
acometia o Rei, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se,
sentia-se
aliviado e o espírito mau o deixava”. ( Samuel 16,23) A música é uma terapia para descansar a
mente atribulada pelo peso do dia a dia de cada um. O canto é um
descanso e um
lenitivo para combater a tristeza e o desânimo.
A
águia é símbolo da
contemplação, da elevação da alma
propiciada pela vera música bem executada e
sentida a partir de dentro para fora. São João o
Apóstolo das visões em êxtase
é simbolizado pela águia. Ela, a águia, sugere
às alturas, sua visão de longo alcance
nos concita a uma visão prolongada para além das
fronteiras da matéria em
direção ao eterno.
A
Flor de
Lis é símbolo da honra,
da vitória e do poder. Muito usado nos brasões dos Reis
de França e de outros
Países. Sugere também inocência, pureza e
sinceridade. Na cor azul aponta para
o infinito. A música é sempre um desabrochar de
sentimentos sinceros e
elevados, ela faz com que as mentes se elevem em direção
ao inatingível,
vivendo no mundo dos mortais onde tudo tem fim.
O
órgão encimando o brasão representa
a plenitude da harmonia que rege todas as coisas o próprio Deus.
Honras
prestadas à Divindade, por ser o Rei dos Instrumentos. O
Órgão é um símbolo de
Deus e a majestade de seus sons que enchem o recinto são bem
semelhantes ao
texto da Liturgia Católica que diz: “cheios estão o
céu e a terra de vossa
glória” O elmo dominando o paquife é a
proteção para lutar, mesmo contra o
próprio ego desbotado pelas facilidades da vida moderna e obter
a vitória
mediante um esforço aguerrido que só os altruístas
e de alma grande são capazes
de conseguir.
O
lema
Cantare amantis est é uma
frase de Santo Agostinho e pode ser traduzido mais ou menos como: Quem
canta
ama. Ou Cantar é próprio de quem ama.
Amar
o
que e a quem? Obviamente
que todo aquele que se doa e canta por diletância, sem visar
lucro faz por amor
a beleza e a si próprio em primeiro lugar. Por outra, cantar e
publicar a
beleza com o esforço de seu próprio trabalho já
é um serviço de benemerência
cristã de alta relevância. Cooperar para elevar as almas
de outros na busca das
coisas do alto é um serviço enquadrado dentro da Nova
Evangelização proposta
pela Igreja.
Logo,
quem canta ama seu
semelhante oferecendo-lhe beleza e momentos de paz e amor, ama a si
mesmo, pois
para poder amar os outros temos de nos amar a nós mesmos,
satisfazendo os
anseios de sua alma sempre inquieta em busca de encontrar a beleza
Eterna que é
Deus em nós mesmos.
Quem
canta ama, pois o canto
liberta a energia da alma transformada em beleza. Permite
que o próximo participe daquilo que de bom nós
possuímos no interior, é o maior
gesto de amor. Cantai para não chorar, cantai na dor e na
alegria, cantai para
fazer lágrimas de saudades do Paraíso perdido nos olhos
ressequidos pela
indiferença, pelo ódio e pela contradição!
Cantai, pois o canto é amor e quem
tem amor canta para alegrar os tristes e para dizer ao mundo que
única
linguagem pura é a do amor, muito bem expressa no canto,
expressão universal da
unidade e a da paz.
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